Pronunciamento sobre Nota de Esclarecimento da Gestão 2011
Nós, da Gestão Integração, vimos através desta esclarecer alguns aspectos apontados pela futura gestão do DCE em pronunciamento oficial na última segunda-feira.
Centro de Vivência
O espaço destinado a abrigar as salas das entidades estudantis e o espaço de vivência esteve entre as propostas da Diretoria de Infra-Estrutura da Chapa Integração e estava prometido para maio de 2010, quando seria entregue o Bloco A. Como essa entrega atrasou, só pudemos realizar esse projeto em novembro/dezembro, quando a coordenação da obra e a prefeitura cumpriram com a promessa.
Durante todo o ano participamos de reuniões para a decisão de como seria utilizado o espaço de mais de 500 m² destinado às entidades estudantis. Além disso, promovemos pesquisas de opinião online para decidir algumas de nossas aquisições, assim como já haviam sido realizadas para diversos outros assuntos e ninguém havia apontado que eram antidemocráticas.
Muitos itens comprados destinam-se apenas a oferecer opções de lazer aos alunos, assim como fez a gestão Voz Ativa em 2008 ao alugar uma mesa de bilhar, cobrando para o uso da mesma através da venda de fichas (errata: de início cobrando o uso da mesma através da venda de fichas). Entretanto, agora todos os atrativos estão disponíveis gratuitamente para uso dos alunos e em espaço devidamente cedido para isso. Além disso, compramos equipamentos que proporcionam um espaço confortável para a realização de outras atividades, tais como cineclubes e sarais, ou seja, atividades culturais.
Sobre a posse da Chapa Construção Coletiva
Em reunião interna realizada em 9 de novembro, duas semanas antes de a chapa Construção Coletiva ser escolhida, já havia sido decidido que a posse oficial da chapa vencedora seria em 04 de janeiro, independente da chapa que ganhasse, fosse ela da “situação” ou da “oposição”, como é o caso. Existe uma ata, enviada por email antes do dia das eleições, que comprova isso.
A afirmação de que os membros da Integração não aceitam a posse da chapa eleita apenas demonstra a postura de vitimização adotada pela chapa vencedora. Antes de tudo acreditamos na democracia, sempre demonstramos respeito à opinião dos alunos e nossa postura não mudaria de uma hora para a outra.
Além disso, a chapa eleita afirmou que não deixaria de montar o centro de vivência, uma de suas propostas de gestão mesmo sabendo que isso já estava encaminhado e que concluiríamos antes de dar a posse. Durante todo o período eleitoral, nos acusaram de transformar o DCE em uma “lojinha de camisetas”, algo necessário para levantar o caixa utilizado para a construção do espaço. Seria muito fácil assumir uma gestão com um caixa de mais de 15 mil reais, montar o espaço da forma que fizemos e depois tomar o mérito do trabalho que tivemos durante todo um ano de gestão.
Ainda afirmam que é importante encontrar um caixa positivo para que possam pagar parcelas da hospedagem do site, que já estão quitadas até abril de 2010, além de ser necessário para que consigam regularizar a gestão em cartório, algo que não impediu que duas gestões trabalhassem nos últimos dois anos.
Problema Judicial das Compras (para o espaço de vivência)
A chapa eleita aponta que, devido ao fato de não termos regularizado a situação cadastral em cartório, seria ilegal utilizarmos o dinheiro do DCE para aquisição dos itens para o espaço de vivência e que, devido a isso, estaríamos colocando em nossos nomes as compras realizadas.
É de conhecimento de muitos que, desde a vitória da Chapa Integração em 2010, o Movimento Voz Ativa não reconhece o atual DCE e publicou informativos no qual se posiciona quanto a isso, afirmando que a gestão 2009 não estaria regular no registro e que, assim, não poderiam conduzir o processo eleitoral para a escolha da Gestão Integração.
Se fôssemos pensar desta maneira, nada que foi feito pela gestão 2009 e 2010 seria legítimo e não só as aquisições para o espaço de vivência. Fica evidente que a chapa eleita está fazendo todo esse alarde apenas porque gostariam de assumir a gestão com grande volume de dinheiro em caixa, por motivos até então obscuros.
Ressaltamos que muito mais importante do que ter no registro em cartório os nossos nomes declarados, é o reconhecimento dos alunos e isso nós temos, os alunos de graduação participaram do processo eleitoral e reconhecem a atual gestão. Infelizmente falhamos em não regularizar a situação cadastral a tempo, processo que já havia sido iniciado e não foi finalizado, talvez devido ao nosso total desconhecimento sobre esses trâmites por sermos apenas alunos de Ciência e Tecnologia, talvez por não termos a participação efetiva dos membros que estariam responsáveis por isso devido a problemas de saúde, talvez pela demora por parte da comissão eleitoral em fornecer os documentos, o fato foi que não conseguimos fazê-lo e não que houve falta de interesse.
Sobre as compras, todos os itens foram declarados no CNPJ da entidade e estão no DCE. Dizer que nos utilizaremos de meios legais para tentar se apossar do que é dos alunos por direito é demonstrar total desconhecimento do nosso trabalho e do caráter das pessoas envolvidas no DCE durante todo o ano de 2010.
Esperamos sinceramente que os representantes da chapa eleita procurem se informar melhor sobre a atual situação do DCE e os fatos que nos motivaram a tomar determinadas decisões, acreditamos que essa é uma postura que o Diretório deva adotar e não apenas de fazer alarde para tentar desmerecer o trabalho alheio fazendo acusações infundadas que são cabíveis de processo judicial por danos morais.
Gostaríamos de ressaltar que antes de tudo somos alunos e cometemos falhas sim, acreditamos também que é errando que se aprende e todos nós entramos numa universidade para aprender.
Confira a nota de esclarecimento escrita pela construção coletiva, na íntegra, aqui.





