DCE – Gestão 2010

Pronunciamento sobre Nota de Esclarecimento da Gestão 2011

Posted on dezembro 23, 2010

Nós, da Gestão Integração, vimos através desta esclarecer alguns aspectos apontados pela futura gestão do DCE em pronunciamento oficial na última segunda-feira.

Centro de Vivência

O espaço destinado a abrigar as salas das entidades estudantis e o espaço de vivência esteve entre as propostas da Diretoria de Infra-Estrutura da Chapa Integração e estava prometido para maio de 2010, quando seria entregue o Bloco A. Como essa entrega atrasou, só pudemos realizar esse projeto em novembro/dezembro, quando a coordenação da obra e a prefeitura cumpriram com a promessa.

Durante todo o ano participamos de reuniões para a decisão de como seria utilizado o espaço de mais de 500 m² destinado às entidades estudantis. Além disso, promovemos pesquisas de opinião online para decidir algumas de nossas aquisições, assim como já haviam sido realizadas para diversos outros assuntos e ninguém havia apontado que eram antidemocráticas.

Muitos itens comprados destinam-se apenas a oferecer opções de lazer aos alunos, assim como fez a gestão Voz Ativa em 2008 ao alugar uma mesa de bilhar, cobrando para o uso da mesma através da venda de fichas (errata: de início cobrando o uso da mesma através da venda de fichas). Entretanto, agora todos os atrativos estão disponíveis gratuitamente para uso dos alunos e em espaço devidamente cedido para isso. Além disso, compramos equipamentos que proporcionam um espaço confortável para a realização de outras atividades, tais como cineclubes e sarais, ou seja, atividades culturais.

Sobre a posse da Chapa Construção Coletiva

Em reunião interna realizada em 9 de novembro, duas semanas antes de a chapa Construção Coletiva ser escolhida, já havia sido decidido que a posse oficial da chapa vencedora seria em 04 de janeiro, independente da chapa que ganhasse, fosse ela da “situação” ou da “oposição”, como é o caso. Existe uma ata, enviada por email antes do dia das eleições, que comprova isso.

A afirmação de que os membros da Integração não aceitam a posse da chapa eleita apenas demonstra a postura de vitimização adotada pela chapa vencedora. Antes de tudo acreditamos na democracia, sempre demonstramos respeito à opinião dos alunos e nossa postura não mudaria de uma hora para a outra.

Além disso, a chapa eleita afirmou que não deixaria de montar o centro de vivência, uma de suas propostas de gestão mesmo sabendo que isso já estava encaminhado e que concluiríamos antes de dar a posse. Durante todo o período eleitoral, nos acusaram de transformar o DCE em uma “lojinha de camisetas”, algo necessário para levantar o caixa utilizado para a construção do espaço. Seria muito fácil assumir uma gestão com um caixa de mais de 15 mil reais, montar o espaço da forma que fizemos e depois tomar o mérito do trabalho que tivemos durante todo um ano de gestão.

Ainda afirmam que é importante encontrar um caixa positivo para que possam pagar parcelas da hospedagem do site, que já estão quitadas até abril de 2010, além de ser necessário para que consigam regularizar a gestão em cartório, algo que não impediu que duas gestões trabalhassem nos últimos dois anos.

Problema Judicial das Compras (para o espaço de vivência)

A chapa eleita aponta que, devido ao fato de não termos regularizado a situação cadastral em cartório, seria ilegal utilizarmos o dinheiro do DCE para aquisição dos itens para o espaço de vivência e que, devido a isso, estaríamos colocando em nossos nomes as compras realizadas.

É de conhecimento de muitos que, desde a vitória da Chapa Integração em 2010, o Movimento Voz Ativa não reconhece o atual DCE e publicou informativos no qual se posiciona quanto a isso, afirmando que a gestão 2009 não estaria regular no registro e que, assim, não poderiam conduzir o processo eleitoral para a escolha da Gestão Integração.

Se fôssemos pensar desta maneira, nada que foi feito pela gestão 2009 e 2010 seria legítimo e não só as aquisições para o espaço de vivência. Fica evidente que a chapa eleita está fazendo todo esse alarde apenas porque gostariam de assumir a gestão com grande volume de dinheiro em caixa, por motivos até então obscuros.

Ressaltamos que muito mais importante do que ter no registro em cartório os nossos nomes declarados, é o reconhecimento dos alunos e isso nós temos, os alunos de graduação participaram do processo eleitoral e reconhecem a atual gestão. Infelizmente falhamos em não regularizar a situação cadastral a tempo, processo que já havia sido iniciado e não foi finalizado, talvez devido ao nosso total desconhecimento sobre esses trâmites por sermos apenas alunos de Ciência e Tecnologia, talvez por não termos a participação efetiva dos membros que estariam responsáveis por isso devido a problemas de saúde, talvez pela demora por parte da comissão eleitoral em fornecer os documentos, o fato foi que não conseguimos fazê-lo e não que houve falta de interesse.

Sobre as compras, todos os itens foram declarados no CNPJ da entidade e estão no DCE. Dizer que nos utilizaremos de meios legais para tentar se apossar do que é dos alunos por direito é demonstrar total desconhecimento do nosso trabalho e do caráter das pessoas envolvidas no DCE durante todo o ano de 2010.

Esperamos sinceramente que os representantes da chapa eleita procurem se informar melhor sobre a atual situação do DCE e os fatos que nos motivaram a tomar determinadas decisões, acreditamos que essa é uma postura que o Diretório deva adotar e não apenas de fazer alarde para tentar desmerecer o trabalho alheio fazendo acusações infundadas que são cabíveis de processo judicial por danos morais.

Gostaríamos de ressaltar que antes de tudo somos alunos e cometemos falhas sim, acreditamos também que é errando que se aprende e todos nós entramos numa universidade para aprender.

Confira a nota de esclarecimento escrita pela construção coletiva, na íntegra, aqui.

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